
📷 Foto ilustrativa
O Ministério da Defesa da Rússia informou que seu novo sistema de mísseis hipersônicos Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares, entrou em serviço ativo e foi posicionado em território da Belarus, aliada próxima de Moscou, no contexto da guerra contra a Ucrânia.
O anúncio ocorre em um momento de alta tensão no conflito. No domingo (29), autoridades russas acusaram a Ucrânia de realizar um ataque com drones contra uma das residências oficiais do presidente Vladimir Putin. Em resposta, o chanceler russo Sergey Lavrov afirmou que Moscou iria “revisar e endurecer” sua posição nas negociações de paz em andamento. O governo ucraniano negou veementemente qualquer envolvimento no ataque.
As autoridades russas afirmam que até 10 desses sistemas serão estacionados na Belarus, reforçando a presença militar russa na região. A divulgação ocorre enquanto negociações diplomáticas lideradas pelos Estados Unidos seguem em andamento com o objetivo de encerrar o conflito prolongado entre Moscou e Kyiv.
O presidente bielorrusso Alexander Lukashenko confirmou a chegada dos mísseis, enquanto Putin destacou que o sistema Oreshnik fortalece a posição militar de Moscou, especialmente diante das tensões em torno de áreas disputadas na Ucrânia, incluindo a usina nuclear de Zaporizhzhia, atualmente ocupada por forças russas.
O Oreshnik tem alcance estimado de até 5.000 quilômetros (cerca de 3.100 milhas), o que, segundo autoridades russas, permitiria atingir alvos em países da OTAN, como Polônia e Bélgica, em questão de minutos. O sistema pode ser equipado tanto com ogivas nucleares quanto convencionais.
A Rússia já havia testado o Oreshnik em 2024, descrevendo o míssil como de alta velocidade e difícil de interceptar, com capacidade para múltiplas ogivas e potencial destrutivo comparável ao de um ataque nuclear convencional.
Putin também advertiu que Moscou poderia tomar medidas contra aliados ocidentais da Ucrânia caso o território russo fosse atacado. O posicionamento dos mísseis em solo bielorrusso simboliza um aprofundamento dos laços militares entre os dois países, com a doutrina nuclear russa agora estendida oficialmente à Belarus.
Críticos internacionais afirmam que essa implantação aumenta as preocupações de segurança na Europa, ao mesmo tempo em que reforça a dependência do regime bielorrusso em relação a Moscou.
Fonte: AP News