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Estados Unidos atacam e sequestram Maduro; reações internacionais expõem cisão global

📷 Foto: Eneas De Troya / Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Imagem editada.

Em uma operação militar surpresa na madrugada de sábado, os Estados Unidos atacaram alvos na Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. O presidente Donald Trump anunciou a ação como a “mais direta intervenção dos EUA na América Latina desde a invasão do Panamá, em 1989”. A medida, classificada por Washington como um ataque a um “narco-estado”, gerou reações imediatas e profundamente divididas ao redor do mundo, indo de celebração a severas condenações por violação da soberania nacional.

A ação e suas justificativas
Durante coletiva de imprensa, Trump afirmou que Maduro está sob custódia dos EUA e que seu governo planeja “administrar a Venezuela até que seja possível uma transição segura, apropriada e judiciosa”. O objetivo declarado é evitar que “alguém sem os interesses dos venezuelanos em mente” assuma o poder. As acusações norte-americanas contra o regime de Maduro incluem tráfico de drogas e fraude eleitoral nas eleições de 2024.

Apesar da captura anunciada, um vácuo de poder se instala. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, encontra-se no exterior, e não está claro quem assumiria formalmente o comando do país. Relatos de Caracas descreveram ruídos de explosões e aeronaves durante a madrugada, com cortes de energia em áreas ao sul da capital. Autoridades venezuelanas condenaram a ação, com o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, declarando: “Na unidade do povo encontraremos a força para resistir e triunfar”.

O mundo reage: condenação, cautela e apoio
A resposta internacional à operação revelou uma fratura geopolítica. Liderados por China e Rússia, um bloco de países condenou veementemente a ação como uma “agressão armada” e “violação flagrante da soberania”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou “profunda preocupação” com o desrespeito ao direito internacional, posição ecoada por potências europeias como França e Alemanha, que pediram moderação e soluções políticas.

Na América Latina, as reações refletem a profunda divisão política regional. Enquanto a Argentina de Javier Milei saudou a “excelente notícia para o mundo livre”, o Brasil de Luiz Inácio Lula da Silva condenou os ataques como uma “afronta grave” e um precedente perigoso. O México rejeitou a ação, e o Chile manifestou preocupação.

Cenário de incerteza
Com Maduro deposto, mas sem controle territorial estabelecido pelos EUA, o futuro político da Venezuela permanece altamente incerto. A comunidade internacional agora aguarda os próximos movimentos de Washington e observa a formação de uma nova liderança no país, enquanto populações dentro e fora da Venezuela encaram um momento de tensão e apreensão diante de uma crise sem precedentes recentes na região.

Fontes: Reuters. “Trump says Venezuela’s Maduro captured after strikes.” Publicado em 3 de janeiro de 2026. | Reuters. “World reacts to US strikes on Venezuela.” Publicado em 3 de janeiro de 2026. Declarações específicas de líderes, incluindo as citações dos presidentes Lula e Milei, foram extraídas diretamente dessas reportagens.

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