
📷 Foto: Defense / Flickr, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
No dia 4 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou fortes repercussões diplomáticas ao afirmar que uma ação militar dirigida ao governo da Colômbia “soa bem para ele” ao falar com jornalistas a bordo do Air Force One. A declaração foi feita neste domingo, elevando ainda mais as tensões entre os EUA e países latino-americanos.
Trump não poupou críticas ao líder colombiano Gustavo Petro, descrevendo a situação na Colômbia como “muito doente” e acusando o governo de permitir a produção e envio de cocaína aos Estados Unidos — um ataque verbal que foi interpretado como ameaça à soberania de Bogotá.
A fala aconteceu poucos dias depois de uma operação dramática das forças norte-americanas na Venezuela, em que o presidente Nicolás Maduro foi capturado e levado para Nova York para responder a acusações relacionadas ao tráfico de drogas. A ação foi amplamente divulgada e criticada por diversos governos na região.
O governo colombiano respondeu rapidamente, classificando a sugestão de Trump como uma interferência inaceitável nos assuntos internos do país e uma violação do direito internacional. Autoridades em Bogotá declararam que tais comentários são motivo de “forte preocupação” para a estabilidade regional.
Analistas dizem que o episódio marca um novo patamar de agressividade verbal na política externa dos EUA na América Latina, alimentando receios sobre possíveis futuras ações além das operações de inteligência ou aplicação da lei.
Fontes: Reuters; declarações oficiais do governo dos Estados Unidos; comunicados do governo da Colômbia.
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