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Secretário de Saúde do governo Trump diz não temer germes e causa polêmica ao afirmar que cheirava cocaína em vasos sanitários

Declaração feita em podcast viraliza, gera críticas à credibilidade da saúde pública nos EUA e reacende debate sobre liderança, responsabilidade e passado controverso no alto escalão do governo.

Foto oficial de Robert F. Kennedy Jr.: U.S. Department of Health and Human Services / Wikimedia Commons

Por: Alison Zani

Uma fala inesperada colocou novamente o nome de Robert F. Kennedy Jr. no centro do debate público norte-americano. Durante participação em um podcast, o secretário afirmou que “não tem medo de germes” porque, no passado, chegou a “cheirar cocaína em assentos de vasos sanitários”, frase que rapidamente viralizou e dividiu opiniões entre apoiadores e críticos.

Segundo o próprio Kennedy Jr., a intenção era ilustrar o nível extremo do vício que viveu décadas atrás e reforçar sua trajetória de recuperação, já que ele afirma estar sóbrio há mais de 40 anos. Ainda assim, o impacto político foi imediato. Parlamentares da oposição questionaram a credibilidade da liderança da saúde pública dos Estados Unidos, argumentando que declarações desse tipo enfraquecem a confiança institucional em um setor que exige responsabilidade máxima na comunicação.

Nas redes sociais, o episódio virou símbolo de um fenômeno cada vez mais comum na política contemporânea: figuras públicas tentando demonstrar autenticidade ao compartilhar histórias pessoais, mas enfrentando o risco de transformar confissões em crises de imagem. Analistas apontam que o contraste entre a informalidade da fala e o peso do cargo alimentou a repercussão negativa.

O caso também reacende discussões mais amplas sobre dependência química, reabilitação e o papel de líderes políticos que já tiveram históricos controversos. Para alguns, a transparência pode humanizar autoridades. Para outros, o tom utilizado revela falta de sensibilidade com temas ligados à saúde pública e prevenção.

Em meio à polarização política dos EUA, a declaração virou mais um capítulo da guerra narrativa entre diferentes visões sobre liderança, responsabilidade e comunicação institucional. Resta saber se o episódio será apenas mais uma polêmica passageira ou se deixará marcas mais profundas na percepção pública sobre a gestão da saúde no país.

Fontes:

Revista People

The Guardian