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Arquivos Epstein: Trump é acusado de abuso sexual contra criança de 13 anos

Relatos presentes nos arquivos expõem acusação grave envolvendo o atual Presidente dos Estados Unidos Donald Trump e uma criança, contrastando com seu discurso público de valores e família.

Foto: Library of Congress / Bernard Gotfryd (via Wikimedia Commons)

Por: Alison Zani

Washington, 30 de janeiro de 2026 — Um lote extenso de documentos recentemente liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxe à tona uma série de relatos e alegações que voltaram a colocar em evidência figuras públicas e o entorno da rede de Jeffrey Epstein, o financista condenado por tráfico sexual de menores. Entre os registros divulgados, aparecem alegações envolvendo o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e uma garota de aproximadamente 13 anos de idade, segundo aponta a imprensa internacional que teve acesso aos conteúdos dos arquivos.

Os documentos fazem parte de um pacote de registros acumulados por anos de investigações, tips e memorandos de agências federais, arquivos de promotores e declarações de vítimas, que foram ordenados a ser tornados públicos por decisão judicial em razão de processos de transparência e interesse público. O material inclui mensagens, observações de agentes, resumos de entrevistas com sobreviventes e relatos anônimos que se referem a contatos sociais ocorridos décadas atrás.

De acordo com os documentos, há um relato registrado em que uma mulher descreve que, nos anos 1990, Trump teria tido contato íntimo com uma menina que na época tinha cerca de 13 anos em um contexto social associado à área de influência de Epstein. O registro menciona detalhes de um episódio de abuso sexual, embora não exista confirmação judicial ou evidência corroborada de que o fato tenha ocorrido exatamente como narrado.

Especialistas em direito e jornalistas que analisaram os arquivos alertam que há uma diferença fundamental entre uma acusação descrita em documentos e uma acusação formal apresentada em tribunal. Muitos dos registros contidos nos arquivos são relatos de terceiros ou observações de agentes que não foram investigadas ou comprovadas de forma independente. Por isso, autoridades envolvidas nos processos ressaltam que a presença do nome de Trump em meio aos documentos não constitui, por si só, uma acusação legal ou uma condenação.

Ainda assim, a divulgação reavivou debates sobre as relações sociais entre pessoas poderosas e a rede que rodeava Epstein, além de reacender críticas sobre como o sistema de justiça dos EUA lida com acusações sensíveis envolvendo figuras políticas e econômicas influentes. Organizações de defesa dos direitos das vítimas de abuso sexual afirmam que a liberação dos documentos é um passo importante para a transparência, mas alertam que o conteúdo deve ser tratado com cautela e respeitando processos legais.

A reação à notícia foi imediata nas redes sociais e em meios de comunicação internacional, com manchetes destacando que “arquivos revelam alegação de abuso envolvendo Trump e uma criança”, embora muitos dos relatos ainda necessitem de verificação adicional. Analistas políticos apontam que a divulgação pode ter impactos na percepção pública sobre figuras públicas e sobre a credibilidade das instituições que lidam com investigações de abuso sexual.

Representantes de Trump não emitiram uma resposta oficial imediata às novas revelações publicadas nos arquivos, e o Departamento de Justiça até o momento não confirmou que haverá novas investigações com base nas informações liberadas.

Fontes:

The Daily Beast (EUA)

The Guardian (Reino Unido)