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Brasil, China, Rússia e países europeus mobilizam ajuda internacional após terremotos na Venezuela

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Países ampliam operações de socorro com envio de equipes de resgate, ajuda humanitária e apoio à reconstrução das áreas atingidas pelos terremotos.

📸 KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira em imagem de arquivo. Créditos: Chris Howe / Força Aérea Brasileira (FAB)

Mobilização internacional reúne equipes de resgate, assistência humanitária e ofertas de apoio à reconstrução enquanto autoridades concentram esforços para localizar sobreviventes nas áreas mais afetadas.

A comunidade internacional ampliou, nesta sexta-feira (26), a assistência à Venezuela após a série de terremotos que atingiu o país na última quarta-feira (24). Diversos governos anunciaram o envio de equipes de resgate, equipamentos, ajuda humanitária e apoio técnico para enfrentar os impactos da tragédia, que provocou centenas de mortes, milhares de feridos e danos significativos à infraestrutura.

Segundo o balanço divulgado, ao menos 1.430 pessoas morreram, mais de 3.300 ficaram feridas e milhares permanecem desabrigadas. As operações de busca continuam nas regiões mais atingidas, enquanto modelos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o número de vítimas pode aumentar à medida que os trabalhos avançam.

Mobilização internacional

A China confirmou que está disposta a participar das operações de socorro e da futura reconstrução das áreas afetadas. Em mensagem enviada à presidente interina Delcy Rodríguez, o presidente Xi Jinping manifestou solidariedade às vítimas e colocou Pequim à disposição para prestar assistência.

O Brasil enviou aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) transportando equipamentos, especialistas em busca e salvamento e equipes de apoio para atuar nas regiões afetadas.

Na Europa, França e Suíça mobilizaram equipes especializadas em resgate urbano, além de equipamentos voltados à localização de sobreviventes sob os escombros e ao atendimento emergencial.

A Rússia também manifestou solidariedade ao povo venezuelano e declarou disposição para prestar assistência humanitária, enquanto o Irã anunciou disponibilidade para colaborar com suprimentos médicos e outras ações de apoio.

Os Estados Unidos também anunciaram o envio de ajuda humanitária e apoio às operações de emergência, em meio à resposta internacional à tragédia.

Operações de resgate

As equipes de emergência trabalham dentro da chamada “janela de ouro”, período das primeiras 72 horas após um terremoto, considerado decisivo para aumentar as chances de localizar sobreviventes.

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, pediu que a população evitasse deslocamentos para áreas críticas, especialmente em La Guaira, para facilitar o trabalho das equipes de resgate e reduzir congestionamentos nas rotas de emergência.

A rede elétrica, fortemente afetada pelos tremores, continua em processo de recuperação, enquanto serviços essenciais são restabelecidos gradualmente nas regiões mais atingidas.

Próximos desafios

À medida que as operações de busca avançam, a Venezuela deverá concentrar esforços na recuperação da infraestrutura, no atendimento às famílias desalojadas e na coordenação da ajuda internacional.

A cooperação entre governos e organizações humanitárias será considerada fundamental nas próximas semanas para restabelecer serviços essenciais, reconstruir áreas devastadas e apoiar a população afetada pela maior tragédia natural registrada no país nos últimos anos.

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