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Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no 2º trimestre e estatal anuncia R$ 17,4 bilhões em dividendos

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Resultado quase dobra em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado pela valorização do petróleo e pelo desempenho operacional da companhia; União receberá parte dos recursos como acionista controlador.

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, quase o dobro do resultado obtido no mesmo período do ano anterior. O desempenho financeiro ocorreu em um cenário de forte valorização internacional do petróleo e de resultados operacionais positivos da companhia.

Fatores determinantes

Um dos principais fatores para o avanço dos resultados foi a alta das cotações internacionais do petróleo. O barril do tipo Brent registrou média de US$ 104,52 no período, ante US$ 67,82 no segundo trimestre de 2025. A valorização ocorreu em meio aos impactos do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre as rotas de suprimento e as condições do mercado global de energia.

Paralelamente ao cenário externo, a Petrobras apresentou desempenho operacional positivo, com aumento da produção e elevada utilização de seu parque de refino.

Produção: a produção própria de óleo e gás da companhia apresentou crescimento na comparação anual, impulsionada principalmente pelo desempenho dos ativos do pré-sal.

Refino: o Fator de Utilização (FUT) do parque de refino alcançou 101% no trimestre, contribuindo para ampliar a oferta de derivados no mercado interno.

Remuneração aos acionistas

Com a expansão dos resultados e do fluxo de caixa, o Conselho de Administração da companhia aprovou a distribuição de R$ 17,4 bilhões em dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP). O valor corresponde a R$ 1,34814262 por ação ordinária e preferencial.

O cronograma de pagamento foi dividido em duas etapas, previstas para novembro e dezembro.

A data de corte para a definição da base acionária elegível na B3 está estabelecida para 21 de agosto de 2026, com os ativos passando a ser negociados na condição de ex-direitos a partir de 24 de agosto.

Considerando a participação de 29,02% da União no capital social da Petrobras, parte dos recursos distribuídos aos acionistas será destinada ao governo federal, na condição de acionista controlador. No acumulado de 2026, as aprovações de remuneração aos acionistas da companhia atingem R$ 26,7 bilhões.

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