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Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresa sem identificação no endereço e sem funcionários

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Duas notas de R$ 500 mil foram canceladas e uma terceira, no mesmo valor, foi emitida para empresa registrada no mesmo endereço de um escritório de contabilidade.

A emissão de notas fiscais pelo escritório de advocacia associado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tornou-se o centro de apurações voltadas ao rastreamento de movimentações financeiras. O caso envolve a emissão de três faturas no valor de R$ 500 mil cada, totalizando R$ 1,5 milhão em abril de 2025.

Deste montante, R$ 1 milhão foi direcionado inicialmente à Copenhagen Assessoria e Consultoria por meio de duas notas fiscais que acabaram canceladas em sequência. Posteriormente, uma nova fatura de R$ 500 mil foi emitida e mantida em favor da Contábil Corrêa.

Verificação de Endereço e Operacionalidade

Investigações jornalísticas e fiscais conduzidas no endereço declarado pela Copenhagen Assessoria e Consultoria à Receita Federal, localizado em São Caetano do Sul (SP), revelaram divergências estruturais significativas:

Incompatibilidade de Instalações: O local indicado como sede da consultoria abriga estritamente a Contábil Corrêa, escritório de contabilidade vinculado ao mesmo proprietário, Rogério Lourenço Novo.

Ausência de Identificação e Pessoal: Diligências no endereço constataram a falta de placas ou sinalizações indicando a presença da Copenhagen. Durante as fiscalizações, funcionários presentes relataram que o sócio-administrador estaria ausente, e não foram identificadas equipes ou estruturas operacionais compatíveis com a prestação de serviços de consultoria de alto valor.

Defesa e Desdobramentos

A defesa do parlamentar sustenta que os serviços advocatícios prestados foram de natureza privada e legal. Sobre as notas emitidas para a Copenhagen, a justificativa apresentada indica que os documentos fiscais foram cancelados em decorrência da desistência na formalização de negócios com a referida empresa.

As apurações seguem em andamento nos órgãos competentes para esclarecer a regularidade dos repasses e a real prestação dos serviços declarados.

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